Tadeu Palácio visita obras de montagem da Feira do Livro
Acompanhado do presidente da Fundação Municipal de Cultura, Adirson Veloso; da coordenadora geral da Feira, Lúcia Nascimento; e de representantes de instituições parceiras, Tadeu Palácio conheceu a estrutura do evento que será realizado de 9 a 19 de outubro.
Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo 100 anos de imortalidade
Nasceu em São Luís, a 07 de julho de 1885. Aos oito anos, Arthur já demonstrava pendor para o teatro, ao brincar com adaptações de textos de autores como Joaquim Manuel de Macedo, pouco depois, passou a escrever, ele próprio, as peças que representava. Aos quinze anos escreveu a peça “Amor por Anexins”, que teve grande êxito, com mais de mil representações no século passado. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, no ano de 1873. A princípio, dedicou-se também ao magistério ensinando português no Colégio Pinheiro. Mas foi no jornalismo que ele pôde desenvolver atividades que o projetaram como um dos maiores contistas e teatrólogos brasileiros. Multiplicava-se em pseudônimos: Elói, o herói, Gavroche, Petrônio, Cósimo, Juvenal, Dorante, Frivolino, Batista o trocista, e outros. Foi um dos grandes defensores da abolição da escravatura. Escreveu mais de quatro mil artigos sobre eventos artísticos, principalmente sobre teatro. Em 1889, animou-se e reuniu alguns deles no volume “Contos Possíveis”, dedicado pelo autor a Machado de Assis, que, então, era seu companheiro na Secretaria da Viação e um de seus mais severos críticos. Jornalista, poeta, contista e teatrólogo, figurou, ao lado do irmão Aluísio Azevedo, no grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, onde criou a Cadeira de nº 29. Teve, em vida, cerca de uma centena de peças de vários gêneros e extensão (e mais trinta traduções e adaptações livres de peças francesas) encenadas em palcos nacionais e portugueses. Faleceu no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1908. Ainda hoje, é considerado a mais permanente e expressiva vocação teatral brasileira de todos os tempos, no campo da comédia. Temperamento alegre e expansivo, foi um poeta lírico, sentimental: seus sonetos estão perfeitamente dentro da tradição amorosa dos sonetos brasileiros.
Portal da 2ª Feira do Livro de São Luís
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